Territórios em disputa e o bem-estar animal: o veganismo como práxis ética e política nos sistemas alimentares brasileiros

Julia Paulino

Publicado em:
3/1/2026

Resumo

Este ensaio propõe uma reflexão crítica sobre o papel do veganismo como estratégia de enfrentamento ao sofrimento animal e como ferramenta de reconfiguração dos sistemas alimentares no Brasil. Com base em dados recentes de pesquisas nacionais, analisa-se a expansão do veganismo como fenômeno social e político, considerando aspectos culturais, territoriais e socioeconômicos. A partir do referencial da geografia da alimentação, discute-se como as escolhas alimentares refletem identidades, disputas éticas e reconfigurações espaciais, especialmente quando envolvem a recusa do consumo de produtos de origem animal. Argumenta-se que o veganismo, ao extrapolar os limites da dieta, constitui uma forma de ativismo cotidiano que desafia a lógica especista dos sistemas agroalimentares industriais. O texto também destaca a importância de considerar as práticas veganas fora do eixo elitizado e midiático, dando visibilidade a sujeitos e territórios muitas vezes invisibilizados pelas narrativas hegemônicas. Por fim, o ensaio defende que o avanço do veganismo pode contribuir para uma expansão do círculo moral em direção aos animais não humanos, consolidando práticas alimentares mais justas, sustentáveis e compassivas.

Palavras-chave:
bem-estar animal; especismo; geografia da alimentação; sistemas alimentares; veganismo

Introdução

A alimentação é um ato carregado de sentidos sociais, simbólicos, econômicos e morais. Escolher o que comer, recusar determinados alimentos ou defender uma dieta específica são ações que extrapolam o plano biológico e inscrevem o sujeito em disputas políticas e territoriais. Nesse contexto, o veganismo emerge como uma prática que recusa a exploração de animais em qualquer esfera da vida humana, incluindo nos sistemas alimentares, e propõe uma reorganização ética das relações entre humanos e não humanos. Mais do que uma dieta, o veganismo se constitui como uma postura ética e política, voltada à mitigação do sofrimento animal e à construção de práticas alimentares mais justas e sustentáveis (The Vegan Society, 2021).

O crescimento da visibilidade do veganismo no Brasil nas últimas décadas tem desafiado tanto os modelos tradicionais de produção de alimentos quanto os discursos hegemônicos que associam o consumo de carne ao progresso, à virilidade e ao poder (Adams, 2018). No entanto, o debate sobre bem-estar animal nos sistemas alimentares ainda é marcado por contradições, visto que enquanto surgem políticas públicas e produtos voltados à causa animal, persistem formas brutais de exploração institucionalizada, legitimadas por uma lógica especista que hierarquiza as vidas com base em sua espécie (Singer, 1998).

Este ensaio propõe uma análise do veganismo como práxis geopolítica de contestação ao especismo no Brasil contemporâneo. Por meio de uma abordagem geográfica e crítica, busca-se compreender como o veganismo opera enquanto resistência nos sistemas alimentares, considerando suas dimensões territoriais, socioeconômicas e culturais. Com base em dados recentes de pesquisas de opinião, argumenta-se que a expansão dessa prática reflete não apenas uma transformação nos hábitos de consumo, mas também a emergência de novos territórios ético-alimentares em disputa.

1. Veganismo: uma prática de enfrentamento ao sofrimento animal

O conceito de bem-estar animal (Cunha,2021), embora amplamente difundido, ainda guarda diferentes interpretações e aplicações. Em muitas políticas públicas e normas técnicas, ele se restringe à redução de sofrimento dentro dos sistemas de produção, sem questionar a legitimidade da exploração em si. Um exemplo disso é a Política Nacional de Bem-Estar Animal (PNBEA), proposta pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que orienta práticas de manejo mais “humanitárias” em granjas, transportes e abates, mas mantém intacta a lógica da exploração animal como recurso econômico. Da mesma forma, a Instrução Normativa nº 56/2008, que estabelece procedimentos de insensibilização e abate, reforça a ideia de que há formas aceitáveis de matar, desde que causem o “mínimo de dor”. 

Tais medidas, embora apresentadas como avanços, perpetuam o paradigma especista ao evitar qualquer enfrentamento ético mais profundo sobre o uso de animais como mercadoria. O veganismo, por sua vez, propõe um deslocamento radical desse debate: em vez de buscar “melhores condições” para os animais criados para consumo, busca abolir sua instrumentalização. Assim, o foco deixa de ser o “como” e passa a ser o “por quê” — ou seja, por que os animais são utilizados para nos alimentar, vestir ou entreter, se é possível viver sem isso?

Essa postura encontra respaldo na ideia de “expansão do círculo moral” (Singer, 1998), que propõe a inclusão dos animais não humanos no âmbito de consideração ética. Ao recusar a objetificação dos animais, o veganismo se apresenta como um projeto ético em disputa com o especismo, que é um termo que designa a discriminação moral baseada na espécie, análoga ao racismo ou ao sexismo (Cavalieri, 2001).

Do ponto de vista histórico, práticas alimentares que excluem produtos de origem animal não são inéditas. Registros da Antiguidade já apontam para formas de vegetarianismo motivadas por razões filosóficas, religiosas ou de saúde (George, 2002; Dias, 2012). No entanto, o veganismo moderno, sistematizado em 1944 com a fundação da Vegan Society por Donald Watson, assume um caráter politizado, ao propor uma ruptura consciente com todas as formas de exploração animal, seja para alimentação, vestuário ou qualquer outro fim (The Vegan Society, 2021).

2. A expansão do veganismo no Brasil e a disputa por sentidos sociais e territoriais

Nas últimas décadas, o veganismo no Brasil tem deixado de ser um nicho alternativo para se consolidar como prática cultural em expansão, embora ainda profundamente marcada por disputas simbólicas, estéticas e materiais. Pesquisas de opinião realizadas por institutos nacionais revelam não apenas o aumento da adesão a dietas que excluem produtos de origem animal, mas também nuances importantes sobre os perfis sociais e regionais dessas escolhas (IBOPE, 2018; Datafolha, 2025).

A pesquisa conduzida pelo IBOPE em 2018 indicava que 14% da população brasileira se declarava vegetariana. Em 2024, nova sondagem realizada pelo Datafolha e publicada em 2025 revelou que 7% da população afirmava ser vegana. Apesar da aparente diferença entre os percentuais, é importante destacar que as perguntas utilizadas nas duas pesquisas eram diferentes e se referem a práticas distintas: enquanto o vegetarianismo pode permitir a ingestão de ovos e laticínios, o veganismo propõe uma exclusão total de produtos de origem animal, além de abarcar outras esferas da vida para além da alimentação. 

Mais do que quantificar adeptos, esses dados evidenciam que o veganismo está longe de ser uma prática homogênea ou elitizada. Pelo contrário, a pesquisa Datafolha apontou maior presença da prática entre pessoas das classes C e D/E, que juntas somam 19% dos veganos, contrastando com os 4% da classe A/B (Datafolha, 2025). Essa informação desafia a narrativa dominante que associa o veganismo a um estilo de vida gourmet, caro ou inacessível — narrativa esta frequentemente reproduzida por mídias tradicionais e até mesmo por certos setores do mercado.

Essa inversão do imaginário social revela como o veganismo pode operar como uma prática popular e territorializada, vinculada não apenas a produtos industrializados substitutivos, mas também a tradições alimentares ancestrais baseadas no consumo de vegetais in natura, como arroz, feijão, legumes e frutas, que são alimentos historicamente associados à base alimentar das classes trabalhadoras no Brasil (Carvalho, 2013).

Geograficamente, o levantamento também aponta para variações regionais significativas. Em 2018, o maior percentual de vegetarianos estava no Nordeste (17%) e no Sudeste (15%), enquanto em 2024, a prática vegana teve maior adesão nas regiões Norte e Nordeste (ambas com 9%), diminuindo no Sudeste (6%) e chegando a apenas 2% no Sul (Datafolha, 2025). Essas diferenças indicam que o veganismo não cresce apenas a partir dos centros urbanos hegemônicos, mas também se enraíza em territórios com tradições culturais alimentares distintas, graus diversos de urbanização e organização de sistemas alimentares locais próprios.

A leitura geográfica dessas práticas é importante, pois como afirma Trubek (2008), os hábitos alimentares são profundamente marcados por contextos culturais e territoriais, compondo o que se pode chamar de "paisagens do gosto". A distribuição do veganismo no território brasileiro, portanto, reflete tanto as condições materiais de acesso a alimentos quanto disputas simbólicas que envolvem pertencimento, identidade e ética.

O veganismo brasileiro se desenvolve, assim, em meio a múltiplas contradições: ao mesmo tempo em que cresce o interesse do mercado em explorar esse nicho com produtos industrializados e rotulados como “plant-based”, observa-se o apagamento das práticas veganas populares, muitas vezes não reconhecidas como tal por não se alinharem à estética higienizada e cara promovida especialmente por influencers e marcas voltadas ao consumo de classe média alta.

Neste cenário, torna-se imprescindível a ampliação da discussão sobre o bem-estar animal, bem como interrogar as formas pelas quais esse debate tem sido apropriado por setores do mercado que evitam enfrentar a estrutura especista do sistema agroalimentar. O foco exclusivo na substituição de produtos, sem uma transformação dos sistemas de produção e comercialização, corre o risco de transformar o veganismo em um produto e não em uma política. Como afirma Adams (2018), a desconexão entre os corpos (humanos e não humanos) e os sistemas que os consomem é uma das formas mais perversas de dominação na sociedade contemporânea.

3. Veganismo, especismo e o questionamento ético dos sistemas alimentares industriais

Os sistemas agroalimentares industriais que hoje abastecem o mercado global são marcados pela maximização da produtividade, pela redução de custos e pela homogeneização dos hábitos alimentares. Essa lógica, fundada no binômio eficiência-lucro, transformou a vida animal em mercadoria, submetendo bilhões de seres sencientes a condições sistemáticas de sofrimento, desde o nascimento até o abate (Singer, 1998; Adams, 2018). O termo “bem-estar animal”, nesse contexto, torna-se frequentemente um eufemismo que mascara a violência institucionalizada com a promessa de melhorias pontuais no manejo.

A indústria alimentícia, ao incorporar o discurso do bem-estar animal, não abandona o modelo de exploração, mas sofisticadamente o adapta para atender a um consumidor sensível à questão, sem abrir mão da estrutura especista. Iniciativas como a certificação de carne “humanitária”, galinhas “felizes” ou leite “de pasto” são exemplos disso, trantando-se de estratégias que recusam o rompimento com a lógica da objetificação animal, apenas atenuam sua aparência. Trata-se, como afirmam alguns autores, de uma “lavagem ética” (ou greenwashing moral) que torna a violência mais palatável para os consumidores urbanos e desconectados dos processos produtivos (Joy, 2010).

O veganismo, ao rejeitar essas reformulações, propõe uma ruptura, onde a crítica não é apenas contra o modo como os animais são tratados, mas contra o fato de que são reduzidos a instrumentos de produção. Trata-se de uma mudança ontológica: os animais deixam de ser vistos como recursos e passam a ser reconhecidos como sujeitos de vida próprios, com interesses, afetos e autonomia. 

Essa abordagem radical implica a recusa do especismo como estrutura moral dominante. Tal como o racismo ou o sexismo, o especismo estabelece hierarquias de valor baseadas em características arbitrárias — neste caso, a espécie — para legitimar desigualdades e violências. Como mostra Cavalieri (2001), essa discriminação naturalizada permite que animais sejam mortos, confinados, mutilados ou explorados para fins de satisfação de desejos humanos, sem que isso desperte o mesmo grau de indignação reservado à violência contra outros humanos.

No âmbito da produção alimentar, essa lógica se manifesta em granjas industriais, confinamentos, transportes de longa distância, inseminações forçadas, separação precoce entre mães e filhotes, mutilações sem anestesia e, nos matadouros. São práticas legalizadas e sistematizadas que afetam não apenas os animais, mas também os trabalhadores submetidos a condições degradantes e os ecossistemas impactados pela pecuária em larga escala (Pádua, 2010).

O veganismo, ao se opor a esse sistema, transcende propõe a proposição de substituições alimentares, visando ressignificar a estruturação das relações entre humanos, animais e natureza. Ele se configura, assim, como uma prática interseccional, que articula a ética animal com questões ambientais, trabalhistas, de saúde pública e justiça social. Não por acaso, o conceito de “alimentação vegana” proposto pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SBV, 2024) inclui não apenas a exclusão de insumos de origem animal, mas também o compromisso com cadeias produtivas que não envolvam testes em animais e que considerem a justiça socioambiental.

Nesse sentido, o veganismo brasileiro carrega características singulares. Ao mesmo tempo em que se inspira em movimentos internacionais, como a Vegan Society ou a American Dietetic Association, ele se constrói a partir de suas próprias tensões territoriais, desigualdades e ancestralidades alimentares. Ele é praticado por sujeitos diversos, onde se incluem jovens urbanos, religiosos, ativistas antiespecistas a pessoas que buscam saúde; e se manifesta tanto em restaurantes de alta gastronomia quanto em marmitas distribuídas em ações de coletivos ou feiras populares. São essas expressões plurais que tornam o veganismo um fenômeno político e geograficamente relevante, pois ele se inscreve nos territórios e os transforma (Fumey, 2011).

4. Considerações finais: o veganismo como ética territorializada e ativismo cotidiano

Em tempos de crise ecológica, colapso climático, pandemias zoonóticas e desigualdades estruturais, refletir sobre o que comemos se torna um gesto essencialmente político. O veganismo, longe de ser uma escolha meramente individual ou estética, apresenta-se como uma forma de resistência cotidiana à lógica de dominação que estrutura as relações entre humanos e animais nos sistemas alimentares industriais.

No Brasil, esse movimento assume contornos singulares. Praticado por sujeitos diversos e enraizado em múltiplos territórios, o veganismo brasileiro desafia a imagem hegemônica de um estilo de vida elitizado, apresentando-se como uma práxis ética acessível, plural e profundamente ligada à justiça social e ambiental. Os dados analisados mostram que as maiores adesões se concentram entre as classes C e D/E e em regiões historicamente marginalizadas do ponto de vista do consumo gourmet, como Norte e Nordeste, o que revela que a luta pelo bem-estar animal não é monopólio de elites, mas expressão concreta de um desejo coletivo por transformação.

A análise da territorialização do veganismo indica também que não há um único modo de ser vegano. Há quem o pratique por razões religiosas, por saúde, por tradição familiar, por política ou por compaixão. Essa pluralidade, longe de enfraquecer o movimento, é justamente o que lhe dá força, pois cada escolha de não comer um animal, cada recusa ao consumo de leite ou ovos, cada boicote a marcas que testam em animais, é uma fissura na estrutura especista que naturaliza a exploração.

Nesse contexto, o veganismo tensiona a própria noção de bem-estar animal quando esta é reduzida a métricas tecnocráticas ou certificações, visto que nos obriga a pensar não apenas em como os animais são tratados, mas por que insistimos em tratá-los como recursos. É uma filosofia de vida e práxis cotidiana que nos convoca a imaginar outras formas de habitar o mundo, com mais cuidado, respeito e menos violência.

Portanto, se a alimentação é um espelho das nossas escolhas coletivas, o veganismo é a materialização da ideia de que outras escolhas são possíveis. Ele não é um fim em si mesmo, mas um caminho entre tantos que desafiam a lógica do lucro sobre a vida. É uma prática de liberdade, uma pedagogia do afeto e, sobretudo, uma proposta ética radical: de coexistência mais harmônica com os outros animais, com o planeta e com os nossos próprios corpos. Nesse sentido, o veganismo mitiga o sofrimento animal ao mesmo tempo que o recusa. Ele desobedece, questiona, reconstrói. E, ao fazer isso, nos ensina que mudar o mundo pode começar pela mudança no prato, mas não termina aí.

Referências

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