Além da sobrevivência: preparando jovens hoje para um futuro pós-catástrofe

Victoria da Cruz Dias

Publicado em:
3/1/2026

Resumo

O ensaio defende que, embora a humanidade viva o auge do progresso tecnológico, nunca esteve tão exposta a riscos existenciais capazes de provocar a extinção ou o colapso irreversível da civilização. Esses perigos incluem fenômenos naturais — como asteroides, supervulcões e pandemias —, mas hoje concentram-se sobretudo em ameaças antropogênicas: guerras nucleares, biotecnologia mal empregada, inteligência artificial desalinhada, nanotecnologia fora de controle e o colapso ecológico. A pandemia de Covid-19 ilustrou nossa vulnerabilidade e a urgência de fortalecer resiliência comunitária. Para enfrentar esse cenário, a pessoa autora articula os conceitos de riscos existenciais e longotermismo, ressaltando a obrigação ética de proteger o bem-estar das gerações futuras. Ela identifica que a maioria das pessoas carece de habilidades práticas de sobrevivência e de visão estratégica de longo prazo, mas nota uma exceção: membros do Movimento Escoteiro, cuja formação valoriza autonomia, serviço e preparação para emergências. Surge então a proposta de uma parceria entre o Altruísmo Eficaz e o escotismo. O projeto-piloto, a ser iniciado no Brasil, combinaria oficinas sobre priorização de causas, ética e carreiras de alto impacto (para escoteiros) com treinamentos de primeiros socorros, gestão de crises e técnicas de sobrevivência (para voluntários do EA). Com 57 milhões de participantes em 176 países, o escotismo oferece capilaridade global para disseminar competências técnicas, empatia e responsabilidade intergeracional. Ao unir educação prática, decisões baseadas em evidências e solidariedade, o programa visa formar uma geração capaz de prevenir catástrofes, resistir a colapsos sistêmicos e reconstruir a civilização, garantindo um futuro seguro, justo e sustentável.

Palavras-chave:
riscos existenciais; longotermismo; Altruísmo Eficaz; Movimento Escoteiro; preparação pós-catástrofe.

Vivemos em um momento da história em que a humanidade desfruta de avanços tecnológicos extraordinários, mas, paradoxalmente, nunca estivemos tão expostos a riscos capazes de ameaçar não apenas nosso modo de vida, mas a própria continuidade da civilização. Os riscos existenciais são ameaças globais que poderiam causar a extinção da espécie humana ou um colapso irreversível da nossa civilização, impossibilitando que as futuras gerações reconstruam o progresso que conquistamos até aqui.

Esses riscos podem surgir tanto de causas naturais quanto de atividades humanas. Entre os exemplos naturais, estão o impacto de asteroides — como o que extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos —, supervulcões capazes de lançar quantidades massivas de cinzas e gases na atmosfera, bloqueando a luz solar e causando anos de inverno global, e pandemias naturais de alta mortalidade, que já devastaram populações humanas em outros períodos históricos. 

No entanto, os riscos mais preocupantes atualmente são, em grande parte, antropogênicos — ou seja, causados por nós mesmos. A pandemia de Covid-19 escancarou o quão despreparada a sociedade global pode estar diante de uma ameaça que se espalha rapidamente, causando colapso em sistemas de saúde, desorganização econômica e milhões de mortes. E, embora a Covid-19 não tenha sido um risco existencial, ela mostrou como uma pandemia ainda mais letal — natural ou artificialmente criada — poderia ter consequências muito mais graves.

Além disso, vivemos sob a ameaça constante de uma possível Terceira Guerra Mundial, com tensões nucleares crescentes e conflitos regionais que podem escalar rapidamente. Um confronto nuclear em larga escala teria potencial para causar um “inverno nuclear”, bloqueando a luz solar e levando à fome global, destruição ambiental e colapso social.

A tecnologia, que tanto nos beneficia, também traz consigo novos riscos:

  • Inteligência Artificial superavançada: Uma IA fora de controle ou mal alinhada com valores humanos pode tomar decisões catastróficas, seja por erro, seja por objetivos incompatíveis com a sobrevivência humana.

  • Nanotecnologia molecular: O cenário hipotético do “grey goo”, em que nanorrobôs autorreplicantes consomem toda a matéria do planeta, é um exemplo extremo, mas ilustra como novas tecnologias podem sair do controle.

  • Biotecnologia e engenharia genética: O mau uso dessas ferramentas pode levar à criação de patógenos artificiais altamente letais, seja por acidente, bioterrorismo ou guerra biológica, com potencial de devastar populações inteiras ou destruir ecossistemas essenciais.

  • Colapso ecológico e esgotamento de recursos: O consumo excessivo de recursos naturais, degradação ambiental, perda de biodiversidade e mudanças climáticas extremas ameaçam a estabilidade dos ecossistemas dos quais dependemos para sobreviver. Um colapso ecológico poderia desencadear crises alimentares, migrações em massa, conflitos e, em última instância, o colapso da civilização humana.

O mais alarmante é que muitos desses riscos podem se materializar de forma súbita, sem aviso prévio. A pandemia de Covid-19 foi um lembrete de como a normalidade pode ser interrompida de um dia para o outro. Da mesma forma, tensões políticas podem se transformar em guerra aberta em questão de horas, e avanços tecnológicos podem escapar do nosso controle antes que tenhamos tempo de reagir.

Enquanto nos acomodamos no conforto proporcionado pela tecnologia, nos afastamos cada vez mais das habilidades básicas e da resiliência necessárias para sobreviver a situações extremas. A dependência de sistemas complexos — energia elétrica, comunicação digital, cadeias globais de suprimentos — nos deixa vulneráveis: se esses sistemas colapsarem, a maioria das pessoas não saberia como produzir alimento, purificar água ou se proteger dos elementos. Quanto mais avançamos, mais urgente se torna a necessidade de nos prepararmos para o inesperado, fortalecendo nossa capacidade de enfrentar e superar ameaças existenciais — antes que elas se tornem realidades irreversíveis.

Quando fui apresentada aos conceitos de riscos existenciais e longotermismo no Altruísmo Eficaz, senti como se várias peças finalmente se encaixassem na minha mente. Ideias e inquietações que antes eram apenas uma vontade difusa de agir por um futuro mais justo para as próximas gerações, sem saber ao certo por onde começar ou o que poderia me orientar, passaram a ter nome, direção e propósito.

O longotermismo é uma filosofia ética que propõe que devemos considerar seriamente o impacto de nossas ações no futuro distante, não apenas no presente. Ele parte do princípio de que as gerações futuras têm tanto valor quanto as pessoas que vivem hoje, e que temos a responsabilidade moral de proteger e promover o bem-estar dessas incontáveis vidas que ainda estão por vir. Assim, o longotermismo nos convida a pensar em como nossas decisões — sejam elas políticas, tecnológicas ou sociais — podem afetar o curso da humanidade daqui a décadas, séculos ou até milênios. 

Percebo que, embora sejam temas distintos, riscos existenciais e longotermismo estão profundamente conectados por esse mesmo compromisso com o futuro. Os riscos existenciais nos mostram, com clareza, onde devemos concentrar esforços para prevenir catástrofes que poderiam anular completamente o futuro da humanidade—seja pela extinção total, seja por danos irreversíveis ao nosso progresso coletivo, tanto tecnológico quanto moral. Já o longotermismo amplia nossa perspectiva, convidando-nos a priorizar o impacto das nossas ações de hoje para garantir o bem-estar não apenas das pessoas vivas agora, mas de todas as gerações que ainda virão.

Esses dois conceitos se complementam de forma poderosa: enquanto os riscos existenciais apontam as ameaças concretas e urgentes que precisamos enfrentar para não desperdiçar todo o potencial humano, o longotermismo nos lembra da responsabilidade ética de proteger e valorizar o futuro a longo prazo. Juntos, eles oferecem um guia sólido para quem, como eu, sente o chamado de agir de forma eficaz e responsável, buscando construir um mundo mais seguro, justo e sustentável para todos. Não é inspirador perceber como essas ideias se encaixam e nos dão um caminho claro para transformar preocupação em ação?

Antes de conhecer esses conceitos apresentados pelo Altruísmo Eficaz, eu acreditava que a pior coisa que a humanidade poderia enfrentar seria a extinção total da nossa espécie. Sempre imaginei o fim absoluto como o cenário mais assustador possível: o desaparecimento de todas as vidas humanas, de tudo o que construímos, de todas as nossas histórias e conquistas. No entanto, ao ser apresentada à ideia de uma catástrofe global que não eliminasse todos os seres humanos, mas deixasse apenas alguns milhares de sobreviventes despreparados, percebi que o verdadeiro pesadelo pode ser ainda mais complexo e angustiante.

O que me impactou foi perceber que, em um cenário desses, não estaríamos apenas lutando pela sobrevivência física, mas também diante do desafio colossal de tentar reconstruir tudo aquilo que levou séculos para ser desenvolvido. Quando falo em pessoas despreparadas, penso em indivíduos como eu: não apenas sem habilidades práticas para sobreviver em condições extremas, mas também sem o conhecimento necessário para retomar o ponto em que a humanidade parou de evoluir. Seria como retroceder à Idade da Pedra, mesmo sabendo que já alcançamos feitos incríveis. Teríamos a vaga lembrança de que é possível gerar energia, construir máquinas, nos comunicar a longas distâncias, mas, na prática, talvez só conseguíssemos improvisar um telefone de lata com barbante.

A verdade é que, diante dos destroços de uma civilização avançada, eu não saberia como transformar sucata em ferramentas úteis, nem como recriar processos básicos de purificação de água, cultivo de alimentos ou geração de eletricidade. Meu instinto seria buscar abrigo, água e comida—coisas que aprendi em livros de ficção ou filmes de aventura—mas me faltaria o conhecimento técnico para ir além do básico. Essa constatação me fez enxergar que o maior risco não é apenas a extinção, mas o colapso do nosso potencial coletivo: sobreviver, mas perder o acesso à ciência, à cultura, à ética e à capacidade de reconstruir um mundo digno para as próximas gerações.

Eu, como uma pessoa muito ansiosa, frequentemente me pego revivendo cenas de filmes sobre terremotos, tsunamis e outros desastres naturais, imaginando estratégias para encontrar minha família no meio do caos. Nessas simulações mentais, percebo que meu foco está sempre em reencontrar quem amo, como se eu fosse a protagonista de um filme em que outras pessoas, invisíveis, estivessem encarregadas das tarefas fundamentais de sobrevivência. Raramente penso em como realmente sobreviveria a longo prazo, como se a responsabilidade por essas decisões práticas estivesse sempre nas mãos de alguém mais preparado.

O contraste fica ainda mais evidente quando converso com meu marido, que não compartilha da minha ansiedade e encara essas situações hipotéticas com uma calma surpreendente. Quando lanço perguntas como “E o que você faria se tivesse tudo destruído?”, esperando que ele fique tão perdido quanto eu, ele prontamente começa a listar soluções práticas que sequer passariam pela minha cabeça: “Procuraria uma bateria embaixo de algum carro para tentar conseguir energia”, diz ele, e segue com ideias cada vez mais criativas e técnicas—soluções que, para mim, parecem coisa de outro mundo.

A diferença entre nós é clara: enquanto eu nunca me preparei de fato para enfrentar adversidades extremas, ele passou a vida se capacitando para ser autossuficiente, não necessariamente por medo de catástrofes, mas por ter crescido em um ambiente que valoriza a preparação, a autonomia e o serviço ao próximo. Os pais dele se conheceram no Movimento Escoteiro, se casaram e criaram os filhos dentro do Movimento. Hoje, meu marido segue envolvido no escotismo, agora como voluntário, transmitindo para novas gerações as habilidades e valores que aprendeu: desde primeiros socorros e gestão de emergências até o engajamento comunitário e a liderança em situações de crise.

O Movimento Escoteiro, ao qual ele dedica tanto tempo e paixão, vai muito além de acampamentos e nós de corda. Ele representa uma verdadeira escola de vida, onde jovens são preparados para enfrentar desafios reais, tornando-se cidadãos comprometidos com o futuro coletivo. Essa preparação prática, aliada ao desenvolvimento de empatia, resiliência e senso de responsabilidade, faz toda a diferença quando pensamos em como a humanidade pode atravessar e superar grandes catástrofes. E é por isso que acredito tanto no potencial de unir o escotismo ao Altruísmo Eficaz: juntos, esses movimentos podem formar pessoas não só mais preparadas tecnicamente, mas também mais éticas e solidárias diante dos riscos existenciais que nos ameaçam.

Por que estou mencionando tudo isso? Porque, ao refletir sobre os riscos existenciais apresentados pelo Altruísmo Eficaz, percebi que a quantidade de pessoas que conheço realmente preparadas para enfrentar uma catástrofe global é surpreendentemente pequena — e, curiosamente, todas elas têm algo em comum: são membros do movimento escoteiro. Essa constatação me fez enxergar com ainda mais clareza a importância de unir esforços entre diferentes movimentos que compartilham valores e objetivos semelhantes.

Imagino o quão transformadora seria uma parceria robusta entre o Altruísmo Eficaz e o movimento escoteiro. Seria uma troca extraordinária: de um lado, o Altruísmo Eficaz poderia oferecer aos jovens escoteiros ferramentas para pensar criticamente sobre o futuro, ensinando-os a identificar e priorizar ameaças de alto impacto com base em evidências concretas, além de apresentar o conceito de longotermismo e caminhos para carreiras de alto impacto social. De outro lado, o movimento escoteiro contribuiria com sua impressionante rede global de jovens e voluntários, já engajados em ações de serviço comunitário, educação não formal e preparação para desafios reais.

Hoje, o Movimento Escoteiro Global reúne mais de 57 milhões de participantes, incluindo jovens e cerca de 5 milhões de voluntários adultos que apoiam e orientam as atividades em todo o mundo (ESCOTEIROS DO BRASIL, 2025). O escotismo está presente em 176 Organizações Nacionais Escoteiras reconhecidas oficialmente (ESCOTEIROS DO BRASIL, 2025), abrangendo praticamente todos os países do planeta. Além disso, há atividades escoteiras em mais de 223 países e territórios, incluindo regiões sem uma organização nacional formalmente estabelecida (ESCOTEIROS 5BA, 2025).

Isso faz do escotismo um dos maiores e mais influentes movimentos juvenis globais, com presença consolidada em quase todos os países e uma rede internacional dedicada à educação não formal, ao serviço comunitário e à preparação de jovens para desafios tanto locais quanto globais. Imaginar o potencial de impacto de uma colaboração entre o Altruísmo Eficaz e o movimento escoteiro é vislumbrar uma geração inteira de jovens não só tecnicamente preparados para enfrentar catástrofes, mas também guiados por princípios éticos sólidos, prontos para proteger e reconstruir o futuro da humanidade diante dos maiores riscos existenciais.

Pensando em como transformar essa visão em ação concreta, acredito que uma parceria entre o Altruísmo Eficaz e o Movimento Escoteiro pode ser um caminho inovador e de grande impacto para preparar jovens e comunidades para os desafios do futuro. Minha proposta é iniciar esse projeto no Brasil, aproveitando a força e a capilaridade do escotismo brasileiro, para depois levar os resultados e aprendizados para outros países e para a comunidade internacional do Effective Altruism.

A ideia central é promover um aprendizado mútuo: de um lado, os escoteiros receberiam palestras e oficinas adaptadas a cada faixa etária (lobinho, escoteiro, sênior e pioneiro), abordando temas do Altruísmo Eficaz como riscos existenciais, ética do longotermismo, priorização de causas e até mesmo carreiras de alto impacto. Esses conteúdos seriam apresentados de forma lúdica e prática para os mais novos e com debates e estudos de caso para os mais velhos, sempre conectando teoria e ação.

Estruturação do Projeto

Formação de líderes escoteiros:

  • Palestras introdutórias sobre Altruísmo Eficaz para chefes, focando em:
    • Princípios de priorização baseada em evidências.
    • Métodos para direcionar ações de solidariedade (MAPPA) para causas de alto impacto.
    • Ferramentas de avaliação de eficácia em projetos comunitários.

Estruturação por ramos escoteiros:

  • Lobinho (6,5–10 anos): Atividades lúdicas sobre empatia e proteção ambiental, usando histórias e jogos para introduzir conceitos como "ajudar os outros" e "cuidar do planeta".

  • Escoteiro (11–14 anos): Oficinas práticas sobre riscos locais (enchentes, secas) e projetos comunitários, alinhando-se ao método "aprender fazendo".

  • Sênior (15–17 anos): Palestras sobre carreiras de alto impacto e análise de causas prioritárias (ex.: saúde global, educação), com exercícios de priorização baseada em evidências.

  • Pioneiro (18–21 anos): Debates sobre riscos existenciais (IA, pandemias) e simulações de reconstrução pós-catástrofe, usando casos reais como a Covid-19.

Ao mesmo tempo, os voluntários e palestrantes do Altruísmo Eficaz também teriam a oportunidade de aprender com o escotismo, participando de treinamentos de sobrevivência, primeiros socorros, gestão de emergências e desenvolvimento de resiliência comunitária — habilidades essenciais para qualquer cenário de crise global. Essa troca de saberes fortalece ambos os lados: escoteiros ganham visão estratégica e ética global, enquanto o EA se beneficia do conhecimento prático e da experiência em mobilização juvenil do escotismo.

O Brasil, com sua diversidade regional e forte tradição escoteira, é um laboratório ideal para esse piloto. A partir dos resultados, poderíamos apresentar a experiência em fóruns internacionais do EA e do escotismo, mostrando como a integração entre educação ética, preparação prática e engajamento comunitário pode formar uma geração de jovens realmente prontos para enfrentar riscos existenciais — e, mais do que isso, capazes de reconstruir e proteger o futuro da humanidade diante de qualquer desafio.

Essa proposta, além de inovadora, é replicável e escalável, podendo inspirar movimentos semelhantes em outros países e consolidar uma rede global de jovens preparados, éticos e engajados com o futuro coletivo.

Enfrentar riscos catastróficos globais exige mais do que reconhecer ameaças: pede criatividade, união e coragem para reinventar como nos preparamos para o inesperado. Ao propor a aproximação entre o Altruísmo Eficaz e o Movimento Escoteiro, não estou apenas imaginando jovens mais resilientes diante de possíveis catástrofes, mas também comunidades mais éticas, colaborativas e conscientes do impacto de suas escolhas — hoje e amanhã. O futuro é incerto, mas podemos escolher como queremos enfrentá-lo: investindo em educação prática, decisões baseadas em evidências e solidariedade real. Se conseguirmos inspirar essa transformação, mesmo começando por um projeto local, já estaremos dando um passo concreto para garantir que, diante do pior cenário, não falte preparo, esperança e humanidade para reconstruir o que for preciso.

Referências

ESCOTEIROS 5BA. Organização Mundial do Movimento Escoteiro. Disponível em: https://escoteiros5ba.webnode.page/organizacao-mundial-do-movimento-escoteiro/. Acesso em: 25 jun. 2025.

ESCOTEIROS DO BRASIL. Internacional. Disponível em: https://www.escoteiros.org.br/internacional/. Acesso em: 25 jun. 2025.